BLOGGER TEMPLATES - TWITTER BACKGROUNDS »

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Os Limites que Salvam ou...



Dar e respeitar limites é fundamental.

São eles que sinalizam quando você sai do caminho e conduzem de volta às pistas seguras das delícias da vida a dois.

Dizer que a sua relação é tão boa, tão boa, porque você é tudo na vida do outro (e vice-versa) pode não ser tão saudável e invejável assim.

Mais ainda: a relação simbiótica não é o melhor suporte para manutenção de um relacionamento. Por isso, muita atenção se a trilha sonora do seu romance é naquela linha você e eu somos um...

Um, vem do latim e quer dizer ser único. Se não fosse matematicamente impossível um casal ser único (faça-se a licença-poética dos românticos), mesmo assim ser um significaria que não há proporcionalidade para os dois.

No processo de amadurecimento da relação, o melhor caminho está justamente na direção oposta. A conquista de um espaço próprio é imprescindível para o fortalecimento do casal, pois está intimamente ligada à idéia de auto-estima e de valorização pessoal.

Alysson Valério





Você está pronto para um novo amor?



Antes de partir para um novo amor, existem questões importantes a se considerar.

Jael Klein Coaracy


Fazendo um check-up emocional.


Depois do separação ou do fim do namoro, ao ser dar se dá conta de que aquele relacionamento realmente chegou ao fim, uma nova etapa tem início na vida.

As razões pelas quais o relacionamento não funcionou (seja namoro ou casamento), precisam ser consideradas como aprendizado. O melhor a fazer é ficar com as lições aprendidas e descartar o que não foi bom e que não funcionou.

Alimentar frustrações e ressentimentos, na verdade, é cultivar lixo emocional e armazená-lo dentro de si. Esse lixo termina por ocupar o espaço interno da pessoa, impedindo-a de preenchê-lo com boas e novas experiências.

Existe um ditado popular que diz que alimentar ressentimentos é como tomar veneno e esperar que o outro morra.





Um novo amor exige atenção, esforço, responsabilidade.



Os relacionamentos que alguém tem refletem o seu relacionamento primeiro, aquele que cada pessoa mantém consigo própria. Não há como escapar ou fugir. Portanto, se não estiver bem com você, arregace as mangas e faça o trabalho necessário.

Assim como toda casa precisa de uma grande limpeza antes de receber pintura e mobília novas, você também precisa abrir as portas e janelas internas para deixar o ar e a luz entrarem.

E então limpar, selecionar o que deseja manter e descartar o que irá para o lixo. Roupas sem uso ocupam lugar no armário e amassam aquelas que você gosta de vestir.

O mesmo ocorre com os sentimentos e emoções que ficam cobertos pelo mofo emocional.

Antes de partir para um novo relacionamento, prepare o terreno, cultive as sementes que desejar colher. Permita que o seu interior reflita a sua beleza e acolha seus sonhos e seus desejos.


Alysson Valério





Verifique a carga emocional que carrega.



Estabeleça suas prioridades de vida.

Quais são seus objetivos? O que você precisa fazer para cuidar da sua vida em todas as áreas?

Pense no que gostaria de conquistar nas seguintes áreas: saúde, profissão, estudo, família, relacionamentos sociais, lazer, espiritualidade, finanças, contribuição. De que formas você pretende atuar no mundo?

Isso requer a capacidade de estabelecer prioridades e de se manter coerente, colocando energia e foco para tornar realidade cada meta.

Ao fazer isso, descobrirá que o relacionamento a dois não pode ser uma resposta para suas carências.

Repetindo: um amor não irá preencher seus vazios nem fazer a sua parte. Amor é compartilhar, dividir a responsabilidade pelo sucesso da relação. Ninguém poderá dar a você aquilo que você mesmo precisa se dar.

Então, a não ser que esteja fazendo a sua parte, de bem com você, foque primeiro em conseguir isso antes de buscar um novo amor.

Se for preciso, busque ajuda profissional.

Pendências afetivas influenciam o tipo de relacionamento que você é capaz de atrair para a sua vida.

Não importam as questões e as dificuldades, se tiver vontade e determinação para resolvê-las. O que conta é a sua disposição para buscar as ferramentas internas e a ajuda necessária para limpar o terreno e semeá-lo para o amor verdadeiro.

Alysson Valério





Amores errados: Por quê insistimos neles? Os sete erros dos relacionamentos



Por quê tanta gente passa a vida repetindo padrões de relacionamento que fazem mais mal do que bem?

Podemos definir a expressão “amores errados”, como aqueles relacionamentos que trazem mais dor do que bem estar. Aliás,certo e errado são referenciais que não combinam com seres humanos, pois não somos exatos quanto a matemática. E o que é "certo" para um, pode não ser para outro. O que existe é o que é bom e o que não é bom para você.

Onde há medo não há amor, onde há amor não há medo. Amor é mais do que uma sensação gostosa, mais do que suprir carências ou se sentir importante para alguém. É uma forma muito pessoal de se sentir pleno.

Existem pessoas que, por mais que tentem, acabam se envolvendo com a pessoa errada. Por que tanta gente passa a vida repetindo padrões de relacionamentos que fazem mais mal do que bem?

Vejamos algumas das causas da infelicidade no amor:


Não há garantias no amor. O fato de estar num relacionamento amoroso, não significa saber tudo sobre o outro, ou estar no controle do rumo que a relação seguirá.

Como em tudo na vida, é preciso correr riscos. Quem não suportar a idéia de fluir a cada dia, com tranqüilidade em relação a imprevisibilidade do futuro, poderá ficar à margem da vida a dois.

Se você é do tipo que morre de medo de se envolver e de vir a sofrer depois, cuidado. Sem perceber, você pode estar colocando um imenso NÃO a sua frente, antes de dar um único passo. Mais ainda. Em geral, quando as circunstâncias se repetem nos relacionamentos, o problema não é do outro.

Se isso tem acontecido com você, está na hora de parar com as lamentações e olhar de frente para o que está se passando.

Os relacionamentos que você tem com o outro, refletem o seu relacionamento com você mesmo.

Somente um mergulho interno, com disposição para encarar a realidade, poderá colocá-lo frente a frente com as verdadeiras motivações que o levaram a escolher determinado tipo de pessoas.

Não se surpreenda com a idéia, pois mesmo quando não são conscientes, ainda assim são escolhas. Em vez de se recolher e desistir do amor, busque o aprendizado que você necessita fazer.

Alysson Valério





Mentiras no relacionamento



Nada mais devastador para a relação amorosa do que a quebra da confiança. Aquele que mente, acaba com as chance de o amor dar certo.

A relação nunca mais será a mesma.

Quando a mentira entra no relacionamento, pode acabar de vez com a confiança que existia entre o casal. Quem mente passa a conviver com dois fantasmas: o da mentira e o do medo de ser descoberto.

Por mais que a gente acredite que não vai fazer mal contar uma mentirinha para o parceiro, uma coisa é certa: mentira tem pernas curtas. E pior: como afirma a psicóloga e terapeuta sexual Iara Jukemura, do Núcleo de Psicoterapia Cognitiva de São Paulo, não existe mentira positiva. Todas são negativas e têm poder suficiente para acabar com qualquer relacionamento, já que a base mais sólida das relações humanas é a confiança.

“A pior coisa que existe é uma pessoa descobrir que foi enganada. Por isso, mesmo que a verdade seja dolorosa, é melhor optar por ela”, diz Iara. Assuma seu erro o mais depressa possível. Diga que mentiu, porque assim sua chance de ser perdoado é maior. É mais
fácil perdoar uma fraqueza momentânea do que uma mentira. Também é mais fácil perdoar o mentiroso que assume sua fraqueza, do que perdoá-lo quando sabemos da mentira através de outra pessoa”, explica a psicóloga.

O relacionamento deixa de ser saudável no momento em que a mentira atravessa a relação. A partir daí o mentiroso passa a conviver com dois fantasmas: o da mentira e o do medo de ser descoberto. Talvez por isso, muita gente passe a acreditar na própria mentira. É como se, assim, pudesse se defender. Entretanto, ao ser descoberto, “bater o pé e persistir na mentira só vai piorar a situação, afirma Iara.

Os efeitos da mentira.

Mentir pode causar danos irreversíveis à relação, pois o amor saudável se baseia, principalmente, na confiança. Sem confiança, não há tranqüilidade e o amor não amadurece. “Quando um parceiro perde a confiança no outro, o relacionamento acaba”, afirma a psicóloga. A sensação de sentir-se traído provoca muita dor e rompe com a parceria amorosa. “O mentiroso jamais é perdoado, e aquele que foi enganado passa a desconhecer o outro, a questionar quem ele é, verdadeiramente. Diante da descoberta da traição, a pessoa passa a acreditar que seu relacionamento todo foi uma grande mentira”.

Veja o que a mentira pode causar:

• Decepção: pela constatação de o parceiro não era exatamente quem a gente pensava que fosse.

• Sentimento de fracasso: pelo erro de avaliação e de ter se apaixonado por alguém que não é confiável.

• Desconfiança: é impossível permanecer num relacionamento se a capacidade de continuar apostando na relação foi destruída pela mentira.

• Ressentimento: sentir-se desconsiderado, desrespeitado e traído provoca mágoa e raiva. O ressentimento é diretamente proporcional à expectativa que se tinha sobre o parceiro.

• Desrespeito: o parceiro enganado, insconscientemente, se vinga do mentiroso e o clima entre o casal pode tornar-se hostil e perigoso.

• Desinteresse: ao ser enganado, o parceiro interrompe o afeto que era dirigido ao outro. Passa a ver o mentiroso como alguém a ser evitado.

• Ruptura: o amor não resiste. Mesmo que o sexo seja maravilhoso, também passa a ser questionado como possível encenação.







Enquanto o amor não vem



Acredite, ou não, a felicidade no amor pode começar quando se está só. É preciso, primerio aprender a se amar. Todo o relacionamento que alguém tem é um reflexo do seu relacionamento com si mesmo.

O que fazer nesse meio tempo, quando a solidão pode ser tão dolorosa que você tem nunca mais encontrar alguém? Quem se deixa levar pela angústia de estar sozinho, pode acabar aceitando a companhia de qualquer pessoa, trazendo complicações para si, em vez do amor.

Antes de tudo, é fundamental que cada um possa se ouvir honestamente, para fazer uma auto-avalição de seus comportamentos, desejos, motivações. O que leva alguém a buscar um relacionamento amoroso pode não ter nada a ver com o desejo de compartilhar uma vida a dois.

Freqüentemente, a carência, o desejo de ter alguém que tome conta da sua vida, a preocupação em mostrar ao mundo que é capaz de atrair o outro, confundem-se com a busca de um parceiro amoroso. No intervalo entre um relacionamento e outro, nesse tempo em que aquela pessoa desejada ainda não apareceu, o melhor é dedicar-se ao autoconhecimento. Você descobrirá questões que precisam ser compreendidas para amadurecer emocionalmente.

Saber viver o tempo de estar só é uma oportunidade para um renascimento. Justamente, no período da entressafra amorosa, está o momento ideal para construir as bases de uma vida a dois feliz. Aproveite para mudar os seus padrões de comportamento e fazer uma revisão do que não tem funcionado nos seus relacionamentos. Construa uma boa auto-estima e desenvolva o desejo de tornar-se cada vez melhor, de crescer sempre. Acredite ou não, a felicidade amorosa começa justamente quando estamos sozinhos, à espera do amor.

O ponto de partida para o amor bem sucedido é compreender que você é a única pessoa que pode fazer por você aquilo que você deseja. É inútil esperar que o outro preencha os seus vazios, as suas inseguranças. Saiba dar um tempo para se ouvir, rir, chorar, explorando o mundo e percebendo como suas ações atraem as circunstâncias da sua vida.





O Terremoto da Infidelidade



A infidelidade pode ser uma das situações mais devastadoras na relação do casal. É preciso navegar nessas águas sem naufragar no ressentimento.

O contrato invisível

Todo casal, ao começar um relacionamento, começa a formular um contrato que funcionará como a bse da vida do casal. Em geral, esse contrato está inscrito no não dito, no que não é colocado para o outro, uma espécie de contrato iinvisível, que determinará as expectativas de um em relação ao outro.

Apesar de, muitas vezes, os parceiros assinarem esse contrato inconscientemente, ele exercerá uma força na relação, determinando o comportamento de cada parceiro em relação ao outro, e definindo um modelo de relação.

Essa negociação que vai desenhando o contrato, acontece as situações se apresentam no relacionamento. Nesses momentos, os parceiros têm oportunidade para expressarem suas expectativas, valores, limites. O início da vida do casal é uma oportunidade para estabelecerem o que esperam, o que não toleram e o que desejam do outro.

Sair ou não com os amigos até de madrugada, deixar os pais participarem das decisões do casal, ter ou não ter filhos, a forma de usar o dinheiro, e muitos outros aspectos são exemplos de questões que entram nessa negociação.

A partir daí, acertadas as “normas” do contrato, os parceiros imaginam que o outro saiba o que é importante para ele. Ainda que nada tenha sido verbalizado, colocam as suas expectativas de felicidade na pessoa com quem escolheram partilhar a vida. Esperam que a outra pessoa corresponda aquilo que imaginam ter contratado, ainda que nada tenha sido verbalizado com clareza.

O problema é que nem sempre esse contrato é compreendido por ambas as partes da mesma maneira. Quando um parceiro diz ao outro: “você sempre soube o que eu queria”, cobra o cumprimento desse acordo. Embora cada um considere justo esperar do outro determinadas atitudes, o que acontece, na maioria das vezes, é uma decepção. Ninguém pode viver para atender às expectativas de uma outra pessoa. Nem seria saudável pretender cumprir esse papel.

Para agir preventivamente e evitar a devastação emocional causada pela infidelidade, a melhor saída é conversar. A troca de idéias, o compartilhar de sentimentos, desejos, frustrações, torna a relação rica e possibilita uma comunicação eficaz entre o casal.

A quebra do contrato

Antes da infidelidade propriamente acontecer, o que ocorre é uma quebra do contrato por uma, ou por ambas as partes. Ocorre que uma pessoa esperava preencher determinadas necessidades no relacionamento, e juntou-se à outra com esta finalidade. Mas teve as suas expectativas frustradas. Quando a pessoa sente-se traída no seu projeto amoroso, pode procurar respostas em outro parceiro, na ilusão de que esse poderá oferecer o que o outro não supriu.

Como a relação amorosa ocorre entre duas pessoas, a infidelidade é um problema do casal, não apenas daquele que traiu, ou o que sofreu a traição. Qualquer um dos dois pode entar no papel da vítima ou do vilão.







A manipulação anda na contramão do amor



A pessoa manipuladora se fortalece enfraquecendo o ego de suas vítimas. Presa ao próprio egocentrismo, só interessa em satisfazer as próprias necessidades.

Como reconhecer o manipulador?

“A pessoa manipuladora é, antes de tudo, invisível”, diz a terapeuta comportamental e especialista em programação neurolingüística Isabelle Nazare-Aga. Segundo ela, só o tempo e a convivência permitem reconhecer o típico manipulador. Porém, com o hábito e a observação, torna-se possível identificá-lo, cada vez mais rapidamente.

A terapeuta concluiu em seu estudo que as características de manipuladores do sexo masculino e feminino são exatamente as mesmas. De acordo com as estatísticas, quase todo mundo já teve ou tem contato com, pelo menos, uma pessoa manipuladora durante a vida. “Com algumas exceções, o manipulador não tem consciência de suas atitudes devastadoras. O egocentrismo dele é tão forte, que é incapaz de perceber o que os outros sentem”, diz Isabelle.

Há aqueles que sabem o que estão fazendo e não abrem mão do comportamento manipulador. Alimentam-se do seu narcisismo. “Aqueles que são conscientes e não querem mudar, beiram a perversidade”, diz Isabelle.

De acordo com a psicóloga Aparecida Nogueira, no plano amoroso, a médio prazo, o tipo manipulador não consegue evitar conflitos no relacionamento. Discussões, em casa, e em público, clima ruim, tensão permanente entre o casal, brigas, separações, costumam marcar a vida da pessoa manipuladora.

Quando um relacionamento desse tipo acaba, geralmente, não há espaço para amizade. É que o ex-parceiro costuma sentir-se tão aliviado por ter conseguido se libertar da manipulação que não é capaz de manter bons sentimentos pelo ex-parceiro que o ignorou como pessoa.





O Amor nos Tempos de Consumo




Por vezes dou por mim a pensar que os relacionamentos nestes tempos – de consumo - têm muito de marketing…Como os produtos, parece haver relacionamentos para todos os fins e objectivos. Parece haver pessoas que, como alguns produtos, não abandonaremos, parece haver pessoas que servem um determinado objectivo.

Do “one-night-stand” ao namoro, do “amigo colorido” ao casamento, os relacionamentos de hoje em dia são variados, podem evoluir para coisas mais profundas, podem ficar apenas por umas horas bem (ou mal) passadas. Podem ser profundíssimas e acabar.
Uma das motivações mais profundas no ser humano é amar e ser amado. Não é preciso um psicólogo dizer isto. Afinal, em alguma altura da nossa vida, estivemos apaixonados por alguém. Ou ansiamos encontrar esse alguém que nos ponha a cabeça a andar à roda e que preferencialmente sinta a mesma coisa.
Não sou daqueles que diz que antes era mais fácil. A questão é que nos nossos tempos – de consumo – a escolha também é maior, assim como a concorrência. Por outro lado, numa sociedade cada vez mais individualista, não estamos facilmente abertos a aceitar pequenas grandes diferenças – os chamados defeitos. A margem de manobra que nos damos a nós próprios para aceitar a diferença alheia parece ser menor que noutros tempos. Em algumas situações, ainda bem que assim é. Noutras, nem por isso.
O corre-corre do dia a dia parece também afectar esta coisa dos relacionamentos. Por vezes é difícil ou mesmo impossível mostrarmo-nos como somos. Logo à partida, andamos todos muito defensivos, com medo de espantar a “caça”. Ou então, escolhemos tanto que acabamos uns anos depois a realizar verdadeiros saldos de nós próprios. Nem uma coisa nem outra é boa. Numa e noutra desponta, mais cedo ou mais tarde, a insegurança de viver num mercado relacional por vezes muito agressivo. Isto para não falar dos milhentos casos de pessoas que se mantêm num relacionamento por medo da solidão. Não são assim tão poucos como possa parecer à primeira vista.
Curiosamente – ou talvez não – a capa desta edição mostra um homem autómato e uma mulher de carne e osso. As interpretações possíveis devem ser pelo menos tantas quantos os leitores da revista: O homem a quem nada era exigido e agora tudo é exigido, qual autómato; a mulher que cada vez tem mais poder (ainda bem!) nesta coisa dos relacionamentos; o cyber-relacionamento: hoje temos paixões e relacionamentos virtuais, pela Internet, mais dia menos dia surgem os robots, com aquela personalidade, peso, medidas, cor de cabelo e tamanho de sutiã que corresponde ao nosso ideal…Isso seria dramático…
Seria dramático porque mesmo com todas as dificuldades, características de relacionamentos, desilusões, traições, defeitos, fins e recomeços, esta coisa dos relacionamentos é fulcral no nosso desenvolvimento. Aprendemos sempre algo num relacionamento e até mesmo no não-começo de um relacionamento. Se calhar aprendemos que não é boa ideia falar de relacionamentos anteriores no primeiro encontro com alguém; que a pessoa pode não ter aquele peito idealizado, mas que a forma como sorri é muito mais sensual; aprendemos essencialmente sobre nós.
Isto dos relacionamentos não é fácil. Não é fácil começar um, não é fácil mantê-lo quando a paixão se esbate, não é fácil acabar outro, não é fácil chegar ao ponto ideal de partilha individual e respeito pela diferença que permite um relacionamento saudável e satisfatório para as duas pessoas. Mas desistir é pior, mais destrutivo.
Às vezes é preciso mesmo reiventar a relação que temos em determinado momento. Não nos esqueçamos que, da mesmo forma que não vemos os defeitos e diferenças, apenas só coisas boas no outro no inicio duma relação, quando ficamos com dúvidas tendemos a ver só as coisas negativas. Desistir é o mais fácil. Corrigir, dialogar, reinventar o relacionamento é o mais difícil. Mas pode ser também o mais proveitoso. Isto porque, como as empresas de sucesso, os grandes relacionamentos adaptam-se e inovam, não se rendem às circunstâncias, se o seu “produto” – essa terceira entidade que existe numa relação entre duas pessoas – for de qualidade e passível de ser melhorada.

Victor Silva






 
!--PAGINATION-STARTS-->