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sábado, 29 de junho de 2013

Do amor ao próximo


Muitas vezes é mais fácil amar do que ser amado. Temos dificuldades em aceitar a ajuda e o apoio dos outros. Nossa tentativa – inútil, por sinal – de total independência, termina não permitindo que nosso próximo tenha oportunidade de demonstrar seu amor.
Muitos pais roubam dos filhos a chance de dar o mesmo carinho e apoio que receberam quando crianças. Muitos maridos (ou mulheres) quando são atingidos por certas vicissitudes do destino, sentem-se envergonhados de depender do outro.
Não existe fraqueza nenhuma em aceitar um gesto de amor do próximo. Às vezes, o ato de amar consiste em permitir que alguém nos ajude, que nos apoie, que nos dê forças para continuar. Se recebermos este amor com pureza e humildade, vamos entender que o Amor não é dar ou receber – é participar.



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terça-feira, 25 de junho de 2013

Da noite vencida



Milton Ericksson foi o autor de uma nova terapia que ganhou milhares de adeptos nos EUA.  Aos doze anos de idade, foi vítima da poliomielite. Dez meses depois de contrair a doença, escutou um médico dizer a seus pais: seu filho não passa desta noite.
Ericksson, logo em seguida, ouviu o choro de sua mãe. “Quem sabe, se eu passar desta noite, ela talvez não sofra tanto?”, pensou. E decidiu não dormir até o dia amanhecer. De manhã, gritou para a mãe: “Ei, continuo vivo!” A alegria em casa foi tanta que, a partir daí, resolveu sempre resistir mais um dia, para adiar o sofrimento dos pais.
Morreu aos 75 anos, em 1990, deixando uma série de livros importantes sobre a enorme capacidade que o homem possui para vencer suas próprias limitações.




segunda-feira, 24 de junho de 2013

"A rã que não sabia que estava sendo cozida"


Imagine uma panela cheia de água fria na qual, nada tranquilamente, uma pequena rã. Um pequeno fogo debaixo da panela e a água aquece muito lentamente. Pouco a pouco, a água fica morna e a rã, achando isto bastante agradável, continua a nadar.
A temperatura da água continua subindo. Agora a água está quente, mais do que a rã pode apreciar, sente-se um pouco cansada, mas não obstante, isso não a assusta. Agora a água está realmente quente e a rã começa a achar desagradável, mas está muito debilitada, então aguenta e não faz nada.
A temperatura continua a subir, até que, a rã acaba simplesmente cozida e morta.
Se a mesma rã tivesse sido lançada diretamente na água a 50 graus, com um golpe de pernas teria pulado imediatamente da panela.
Isto mostra que, quando uma mudança acontece de um modo suficientemente lento, escapa à consciência e não desperta, na maior parte dos casos, qualquer reação, oposição, ou revolta.
Se nós olharmos para o que tem acontecido em nossa sociedade, durante algumas décadas, podemos ver que nós estamos sofrendo um lento modo de viver ao qual nós nos acostumamos.
Uma quantidade de coisas que nos teriam horrorizado há 20, 30 ou 40 anos atrás, foram pouco a pouco banalizadas e hoje elas perturbam ou apenas deixam completamente indiferente a maior parte das pessoas.
Em nome do progresso, da ciência e do lucro são efetuados ataques contínuos às liberdades individuais, à dignidade, à integridade da natureza, à beleza e à alegria de viver, lentamente mas inexoravelmente, com a constante cumplicidade das vítimas, desavisados e agora incapazes de defender-se.
As previsões para nosso futuro, em vez de despertarem reações e medidas preventivas, não fazem outra coisa a não ser a de preparar psicologicamente as pessoas a aceitarem algumas condições de vida decadentes, aliás dramáticas.
O martelar contínuo de informações da mídia satura os cérebros que não podem distinguir mais as coisas...
Quando eu falei pela primeira vez destas coisas, era para um amanhã. Agora, é para hoje!!!
Consciência ou cozido, precisa escolher!
Então... se você não está, como a rã, já meio cozido, dê um golpe de pernas, antes que seja muito tarde.

NÓS JÁ ESTAMOS MEIO-COZIDOS? OU NÃO?
Olivier Clerc





sábado, 22 de junho de 2013

Do Ator


Mário largou tudo para realizar seu sonho: abrir uma livraria em Buenos Aires.
Passaram-se três meses. Certa noite, sozinho na livraria, blasfemou contra si mesmo. Estava afundado em dívidas, e os cobradores ameaçavam pedir sua falência. Lembrou-se de um filme, “Windy City”, onde um ator gordo tem uma fé tão grande que consegue superar todos os obstáculos. “Não sou como aquele personagem; não vou conseguir vencer este momento”, pensou.
Virou-se para apagar a luz, quando alguém entrou. “Está fechada”, disse, virando-se para o cliente. Levou um susto: folheando alguns livros estava J. Mostal, o tal ator gordo de “Windy City”, que visitava a Argentina – e no qual pensara minutos antes.
Desnecessário dizer que Mário compreendeu o sinal, superou os obstáculos, e a livraria hoje é um sucesso.



quinta-feira, 20 de junho de 2013

Da estrela

Márcia Piazzi nos lembra a história de um escritor que morava numa bela praia, junto a uma colônia de pescadores. Num dos seus passeios matinais, ele viu um jovem jogando de volta no oceano as estrelas do mar que estavam na areia.

- Por que você faz isto? – perguntou o escritor.

- Porque a maré está baixa, e elas vão morrer.

- Meu jovem, existem milhares de quilômetros de praia por este mundo, e centenas de milhares de estrelas-do-mar espalhadas pela areia. Que diferença você pode fazer?

O jovem pegou mais uma estrela e atirou no oceano. Depois virou-se para o escritor:

- Para esta, eu fiz uma grande diferença – respondeu.

A partir daquele dia, todas as manhãs o escritor passou a ajudar o jovem.





Sincronicidade 4

Em 1972, em uma entrevista, a escritora Taylor Caldwell contou que ela e o marido – já falecido – possuíam um arbusto de lírios que nunca florescia. Ele, certa vez, descobrira que aquele tipo de flor era conhecida como “lírio-da-ressureição”.

O arbusto floresceu apenas uma vez, em 1970, justamente na hora do enterro do seu marido.

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Carl Jung, o psicanalista famoso por seus estudos sobre sincronicidade, conta uma delas: ao entrar no metrô para ir à ópera, descobriu que o número do bilhete era o mesmo número da entrada do teatro. Naquela noite, recebeu o telefonema de um amigo que falava de um telefone cujo número era o mesmo dos dois bilhetes.








Sincronicidade 3

O químico norte-americano Charles Martin descobriu, em 1886, um processo de isolar as impurezas do alumínio. Ao enviar seu trabalho para uma revista científica, ficou sabendo que naquela mesma data havia chegado um trabalho do francês Paul Heroult, descrevendo o mesmo método.

As coincidências não param aí: Martin e Heroult morreram um mês depois de completarem 51 anos.

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O escritor francês Camille Flammarion terminava um livro em seu escritório quando uma ventania entrou pela janela aberta e levou algumas páginas. No dia seguinte, um empregado da gráfica onde o livro seria impresso – e que ficava a um quilômetro da casa de Flammarion – descobriu-as no pátio interno do galpão. Ficou surpreso ao ler o que estava escrito: aquela parte do livro falava da força do vento.





Metáfora terapêutica

Era uma vez uma mulher que se mudou para uma caverna nas montanhas para aprender com um guru. Ela lhe disse que queria aprender tudo que havia para saber. O guru entregou-lhe pilhas de livros e a deixou a sós para que pudesse estudar. Todas as manhãs, ele ia à caverna para inspecionar o progresso da mulher. Levava na mão uma pesada vara. Todas as manhãs, fazia a ela a mesma pergunta:
- Já aprendeu tudo?
Todas as manhãs, a resposta dela era a mesma:
- Não, ainda não.
O guru então batia com a vara na cabeça dela.
Isso se repetiu por meses. Um dia, o guru entrou na caverna, fez a mesma pergunta, ouviu a mesma resposta e levantou a vara para bater da mesma forma, mas a mulher agarrou-a antes que tocasse sua cabeça.
Aliviada por evitar a surra do dia, mas com medo de represália, a mulher olhou para o guru. Para sua surpresa, o guru sorria.
Parabéns – disse ele. – Você se formou. Agora sabe tudo que precisa saber.
- Como assim? – perguntou a mulher.
– Você aprendeu que nunca aprenderá tudo que há para saber, – respondeu ele. – E aprendeu como parar a sua dor.
Muitas pessoas aprendem a parar a sua dor e assumir o controle de sua vida.
Você também pode aprender.

 Autor: Desconhecido





A águia e sua presa


Conta uma história que um rapaz gostava de observar o voo das águias. Observou uma mergulhando veloz em um matagal e que quando saiu levava uma presa consigo, a qual acabava de garantir o seu alimento do dia.

Porém, o rapaz continuou a observar e logo a águia começou a voar com dificuldade, quase sem rumo, segurando a presa o que a levou a cair.

A curiosidade do rapaz o levou até o local onde a águia tinha se espatifado contra o chão. Ao chegar viu que a poderosa ave tinha caçado um "furão", um dos mais terríveis roedores das montanhas. Enquanto ela carregava sua vitima, ele tinha roído sua barriga, a ponto de tirar-lhe os intestinos.

Quando você acha que está por cima, cuidado.
Quando você pensa que tem o poder, seja vigilante.
A sua vitória pode ser sua derrota.
A sua conquista pode tornar-se a sua maior tragédia.
Autor: Desconhecido











sexta-feira, 7 de junho de 2013

Espinho Alheio



 

Durante a Era Glacial, muitos animais morriam por causa do frio. Os porcos-espinhos, percebendo esta situação, resolveram se junta em grupos, assim se agasalhavam e se protegiam mutuamente.
Mas os espinhos de cada um feriam os companheiros mais próximos, justamente os que lhes forneciam calor. E, por isso tornavam a se afastar uns dos outros. Voltaram a morrer congelados e precisavam fazer uma escolha: Desapareceriam da face da Terra ou aceitavam os espinhos do semelhante.
Com sabedoria, decidiram voltar e ficar juntos. Aprenderam, assim, a conviver com as pequenas feridas que uma relação muito próxima podia causar, já que o mais importante era o calor do outro.






 

 
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